"A ignorância não fica tão distante da verdade quanto o preconceito." Denis Diderot

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Albinos: doentes ou diferentes?

Hoje gostaria de falar sobre os albinos e o preconceito que eles sofrem por serem "diferentes".

O albinismo é causado pelo defeito ou falta  de uma enzima durante a produção da melanina , gerando ausência parcial ou total de pigmentação da pele , e fazendo com que sofram de fotofobia (aversão à luz) , astigmatismo (deformação na córnea) e fiquem mais suscetíveis a queimaduras solares e câncer de pele.

Na Tanzânia, o comércio de órgãos para feitiçaria é um negócio que vale qualquer risco. As partes mais valorizadas do corpo de um albino (dedos, língua, braços, pernas e genitais) podem atingir 3 000 dólares a peça. Apesar de a incidência de albinismo no país estar cinco vezes acima da média mundial, a demanda é tão grande que a Tanzânia importa clandestinamente pedaços de corpos. Pescadores tecem fios de cabelo de albinos em suas redes para ter sucesso na pescaria. Mineiros penduram no pescoço amuletos feitos com seus ossos moídos. Quem consegue beber o sangue ainda quente de um albino tem sorte em dobro. Melhor
ainda se for de uma criança, pois a pureza infantil intensifica o poder do feitiço.

No Nordeste , comunidades albinas que vivem isoladas sofrem com a constante exposição ao sol e ao câncer de pele ao terem de andar kilômetros para buscarem água sob sol intenso , não contando com apoio algum por parte das autoridades.

Mas somente por terem cor diferente , isso não significa que temos de ser preconceituosos em relação a eles ; o albinismo não é contagioso e nem é uma doença , sendo somente uma anomalia genética que não interfere na vida social da pessoa , não merecendo o isolamento e o desprezo por parte da maioria da população.

Portanto , se você vir um albino na rua - o que não será tão fácil -  não haja como preconceituoso , pois afinal de contas eles são normais assim como todos nós , não tendo culpa alguma sobre a maneira da qual nasceram.

                           
http://pt.wikipedia.org/wiki/Albinismo


quinta-feira, 19 de maio de 2011

União Homoafetiva



O preconceito contra homossexuais muitas vezes pode ser considerado uma forma de proteção. Vários pais não deixam seus filhos manterem uma amizade com gays e lésbicas por sentirem medo de que seus filhos venham a se tornar o mesmo algum dia, tratam assim a homossexualidade como uma doença contagiosa, que se pega através do convívio.
Nos últimos dias foi aprovada pela câmara a união homoafetiva que garante alguns direitos a casais homossexuais antes existentes apenas para casais heterossexuais. Alguns acreditam que a união homossexual é uma falta de respeito e uma tremenda palhaçada, que vai totalmente contra a ideologia que a sociedade estipulou. Outros dizem que são a favor pelo fato de acharem que todo ser humano tem o direito de buscar a felicidade, independente se essa felicidade for através de pessoas do mesmo sexo ou do sexo oposto.
O preconceito começa em casa e muitas vezes através do próprio homossexual que de certa forma da brecha para que esse preconceito aconteça, tendo eles mesmos preconceito contra si mesmos, vergonha.
 Logo quando criança somos educados a pensar que ser “gay” é errado, e isso vai sendo passado através de gerações o que faz com que passemos a acreditar firmemente que homosexualismo é errado e perpetua o preconceito.
Apesar de aprovada, a união homoafetiva dificilmente fará com que acabe o preconceito, mas provavelmente começará a existir um maior respeito entre os cidadãos para com os homosexuais, o que é o mais importante.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A deficiência não é uma brincadeira


Novos avanços tecnológicos,econômicos, sociais e etc. Época de mudanças, mas, por incrível que possa parecer, ainda hoje, encontramos um número significativos de indivíduos que pensam que a deficiencia, seja ela qual for, é uma doença contagiosa!
Século XXI, pequenos avanços em direção à cidadania dos excluídos.Onde poucas mudanças foram realizadas a favor dos deficientes físicos: calçadas com rebaixamentos, ônibus adaptados, enfim, lugares onde todos têm o direito de transitar e utilizar livremente .
Sempre nos deparamos com indivíduos que, de uma maneira ou outra, encara os deficientes como "coitados", pessoas que não possuem capacidade para aprender, realizar, vivenciar a vida como ela é, cheia de obstáculos que podem e devem ser superados!
É necessário que as pessoas pensem que os deficientes físicos são cidadãos atuantes, que o fato de terem alguma dificuldade física não o diferenciam dos outros indivíduos, pelo contrário, diante das diferentes dificuldades naturais que já possuem, são capazes de superar os diferentes obstáculos.
Deficientes físicos são pessoas que devemos admirar por sua capacidade, por sua criatividade! 



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Religiões

Preconceito religioso é um termo que descreve a atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar as diferenças ou crenças. Poderá ter origem nas próprias crenças religiosas de alguém ou ser motivada pela intolerância contra as crenças e as práticas religiosas de outro. A intolerância religiosa pode resultar em perseguição religiosa e ambas têm sido comuns através da história. A maioria dos grupos religiosos já passou por tal situação numa época ou noutra.
A perseguição religiosa atingiu níveis nunca vistos antes na história durante o Século XX, quando os nazistas desenvolveram métodos industriais de extermínio e eliminaram milhões de judeus e outras etnias que não eram agradáveis a eles. Até mesmo a própria Igreja Católica, na Idade Média, promoveu muitos massacres em nome da fé Cristã e muitas pessoas morreram nas fogueiras da Santa Inquisição, acusadas de bruxaria ou coisas do gênero. Hoje em dia, um dos maiores exemplos de preconceito religioso são os conflitos no Oriente Médio. A luta entre judeus e islâmicos custa dezenas de vidas diariamente. Grupos extremistas no Iraque matam inocentes cruelmente porque são de outra religião.

O preconceito, independente de qualquer natureza deve ser inaceitável, ainda mais na religião, cada um tem o direito de crer no que quiser desde que não ofenda nem ameace a integridade dos outros.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mulheres e o mundo machista


                   
 "... homens covardes que foram injustos durante sua vida, serão provavelmente transformados em mulheres quando reencarnarem"  - Platão.
Esta é apenas uma frase dentre muitas escritas por filósofos, teólogos e pensadores expressando claramente a suposta inferioridade da mulher diante do homem. Desde o início dos tempos o preconceito contra as mulheres é claro na sociedade. Na antiguidade, as mulheres tinham de ser consideradas virtuosas como a Virgem Maria, puras, dóceis e submissas, ao contrário, eram consideras bruxas (aquelas que buscavam algum tipo de conhecimento, que possuíam contato com arte, ciência e literatura) ou prostitutas. 
Hoje, apesar do avanço no mercado de trabalho e da conquista do direito de voto, ainda possuem salários menores que os dos homens, têm dificuldade de conseguir determinados cargos altos em empresas, e mesmo quando os possuem, sua capacidade de exercê-lo é questionada. Além disso, várias músicas tratam as mulheres de forma pejorativa, as limitando aos seus corpos e obviamente agradando público masculino.
Apesar da constante perseguição através dos séculos, mulheres como Anita Garibaldi, Joana D'arc, Cleópatra, Elizabeth I, Madre Teresa de Calcutá e Marilyn Monroe causaram uma grande mudança no papel da mulher e reduziram bastante o preconceito, porém não conseguiram extinguí-lo. E mesmo havendo a necessidade de mais mudanças, é inegável reconhecer a importância de tais mulheres para todas nós, que ainda somos vítimas da sociedade machista. 

Inúmeras mulheres foram queimadas em fogueiras, perseguidas e mortas para que hoje, nós pudéssemos viver com maior liberdade e dignidade. Se tivessem se submetido aos homens agindo como estipularam que deviam agir, pouca coisa teria mudado. Só houve mudanças porque algumas delas resolveram lutar por si mesmas, fazer a diferença, e é necessário que hoje nós continuemos o que elas começaram, para que cada vez mais conquistemos nosso espaço.Como diz a frase da primeira dama da Califórnia. Maria Shriver: "mulheres bem-comportadas não fazem história". Muito menos a mudam.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Diferentes na cor , unidos pela amizade

Este é um exemplo de como a amizade supera até mesmo o preconceito...

Nas Olimpíadas de Berlim em 1936, no ninho dos nazistas , acontecia a disputa pela medalha de ouro no salto a distância ; os dois atletas que disputavam o primeiro lugar eram o alemão Lutz Long , branco , apoiado por todos , inclusive por Hitler , que assistia a disputa de camarote ,e o ameriano Jesse Owens , negro.


Jesse Owens  (Oakville, 12 de setembro de 1913 - Tucson, 31 de março de 1980)

No início da competição , Jesse Owens teve alguns problemas pois pisou na linha branca por duas vezes em seus dois primeiros saltos. Com isso , todos ficaram ainda mais confiantes da vitória do atleta da casa , Lutz Long . Numa atitude inesperada , Lutz se dirigiu a Owens e deu alguns conselhos para Owens , e este o escutou , tanto que em seu terceiro salto ele não pisou na linha branca como anteriormente. Os quartos e quintos saltos de ambos foram muito bons , levando o público ao delírio.Mas no último salto , Jesse owens superou Lutz Long por 27 centímetros e ganhou a medalha de ouro.
O fato de um negro ter ganhado uma medalha de ouro na "Casa dos Brancos" deixou Adolf Hitler furioso , fazendo com que ele saísse do estádio. Mesmo com a derrota , Lutz long foi o primeiro a cumprimentar Jesse Owens pela vitória , e assim eles se tornaram grandes amigos , até mesmo depois dos Jogos Olímpicos.
Pouco tempo antes de morrer , Jesse Owens disse sobre o que aconteceu em Berlim : "Eu ganhei quatro medalhas de ouro , mas ganhei algo muito melhor e mais interessante : a amizade de Lutz Long".

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Racismo


O que é exatamente o racismo?

O racismo não é uma teoria científica, mas um conjunto de opiniões pré-concebidas onde a principal função é valorizar as diferenças biológicas entre os seres humanos, em que alguns acreditam ser superiores aos outros de acordo com sua matriz racial.
O racismo é um preconceito contra um “grupo racial”, geralmente diferente daquele a que pertence o sujeito, o racismo não passa de uma pré opinião sem conhecimento algum, feita por pessoas que se acham melhores do que as outras. Muitas vezes o racismo é conseqüência de uma educação familiar racista e discriminatória.
Não existe superioridade alguma em você ser branco, negro ou qualquer outra cor, é apenas uma diferença de genética.
É visível a distinção de cor de pele que fazem em escolas, trabalhos, esporte e etc, mas já evoluímos muito há anos atrás essa distinção era muito mais alta e hoje podemos notar uma grande melhoria nesse aspecto.

No Brasil

Racismo no Brasil é, no mínimo, uma atitude de ignorância as próprias origens. Afinal de contas, aqui se instalaram povos de todos os lugares do mundo. Portugueses, espanhóis, alemães, franceses, japoneses, árabes e, ultimamente, peruanos, bolivianos, paraguaios, uruguaios e até argentinos vivem neste país que hospitaleiro até demais com os estrangeiros e, muitas vezes, hostil com sua população.
Mas o racismo não é um problema nacional, é um problema mundial, em outros países essa “ignorância” é muito maior de que aqui.